Os Benfeitores

A Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco, deve aos seus Benfeitores que ao longo de cinco séculos, voluntária e generosamente, lhe fizeram doações em vida ou por testamento, nomeando a Misericórdia sua herdeira ou indicando que, por morte do último membro das respectivas famílias, os seus bens deviam transitar para a Instituição (nestes casos, também pela instituição de vínculos).

Há casos em que as doações foram feitas como agradecimento pela forma como os benfeitores haviam sido tratados no Hospital da Misericórdia e, ainda, benfeitores que assim o foram considerados por prestaram à Instituição serviços relevantes.

As doações consistiram, em geral, na dádiva de propriedades rústicas, de área variável, com olivais ou vinhedos, casa de habitação ou dinheiro. Os documentos de doação continham, com frequência, a determinação de que deveria ser celebrado um certo número de missas por intenção que ainda hoje é cumprida para os benfeitores que o determinaram sem prazo.

As grandes dádivas permitiram à Santa Casa ultrapassar dificuldades e melhorar os seus serviços. As pequenas dádivas ou a prestação de serviços, por mais simples que pareçam, foram igualmente sempre tidos em elevado apreço, conforme pode verificar-se numa leitura atenta da relação dos Benfeitores. Nela, o leitor poderá apreciar quem são os benfeitores da Misericórdia, os que doaram dinheiro, bens imóveis ou prestaram serviços relevantes. Não nos parece lícito destacar qualquer nome, uma vez que todos são importantes, porém, julgamos ser justo distinguir, por todos, El Rei D. Carlos e a Rainha D.ª Amélia de Bragança, cuja visita à Santa Casa constituiu um dos pontos altos da sua existência. O Dr. Hermano Castro e Silva, elaborou a lista de Benfeitores que é hoje oficialmente aceite pela Instituição, e mais tarde também iniciou-se o registo dos nomes no Livro dos Benfeitores.